Operações realizadas nos últimos dias nos municípios de Marabá, Parauapebas e Itupiranga, no sudeste do Pará, resultaram em flagrantes de furto de equipamentos da rede elétrica e fraudes no consumo de energia. As ações contaram com apoio da Polícia Militar e da Polícia Científica.
Um dos casos ocorreu na tarde de quinta-feira, dia 12, em Marabá. A Polícia Militar foi acionada após uma denúncia de que uma pessoa estaria mexendo em um equipamento da rede elétrica instalado às margens da rodovia BR-230.
Quando chegaram ao local, os policiais encontraram uma tentativa de furto de peças de um Banco Regulador de Tensão, equipamento responsável por manter a estabilidade da energia e evitar oscilações no fornecimento. Durante a ação, cerca de 30 quilos de cabos elétricos foram recuperados.
Segundo informações divulgadas pelas equipes que acompanharam a ocorrência, o equipamento tem valor estimado em cerca de 400 mil reais. Este foi o terceiro caso registrado na região em apenas uma semana. As outras ocorrências foram registradas no núcleo Morada Nova, também em Marabá, e no município de Itupiranga.
De acordo com a concessionária responsável pelo fornecimento de energia na região, furtos de cabos e componentes da rede podem provocar interrupções no serviço, oscilações no fornecimento e até curtos-circuitos. Além disso, a recomposição do sistema pode levar mais tempo dependendo do tipo de equipamento danificado.
Além das tentativas de furto, operações de fiscalização realizadas entre os dias 4 e 12 de março também identificaram irregularidades no consumo de energia em estabelecimentos comerciais.
Em Marabá, no bairro Nova Marabá, duas churrascarias foram flagradas utilizando ligação direta à rede elétrica. Nesse tipo de fraude, a energia é desviada antes de passar pelo medidor. O valor estimado do débito para regularização ultrapassa 15 mil reais.
Outras irregularidades também foram encontradas em três bares localizados no núcleo Cidade Nova e em uma borracharia no bairro Amapá.
Em Parauapebas, uma fiscalização no bairro Beira Rio 2 identificou um estabelecimento do setor de alimentação com o medidor de energia adulterado. A irregularidade fazia com que cerca de metade do consumo não fosse registrado.
O equipamento foi substituído e o responsável pelo imóvel foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.
Outra fraude foi descoberta em um açougue no bairro Cidade Jardim. De acordo com a perícia, o medidor havia sido alterado de forma que aproximadamente 81% do consumo de energia não era registrado.
O responsável pelo local também foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais.
Especialistas alertam que crimes contra o sistema elétrico causam prejuízos coletivos e podem comprometer a qualidade do fornecimento de energia para a população. Além disso, esse tipo de prática aumenta o risco de acidentes graves, como choques elétricos, cabos energizados rompidos e incêndios.
A Polícia Científica destaca que as ações de fiscalização são importantes para identificar irregularidades, responsabilizar os envolvidos e garantir mais segurança para a população.
O furto de energia é considerado crime no Brasil e está previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena que pode variar de dois a oito anos de prisão, além de multa.
Quem compra ou comercializa materiais furtados da rede elétrica, como cabos e equipamentos, também pode responder pelo crime de receptação, cuja pena pode chegar a até 16 anos de prisão dependendo do caso.
Além de ser ilegal, esse tipo de prática coloca moradores e trabalhadores em risco e pode provocar interrupções no fornecimento de energia em diferentes áreas da cidade.
A população pode denunciar suspeitas de furto ou fraude de energia de forma anônima por meio do Disque-Denúncia, pelo número 181, ou pela central de atendimento da concessionária responsável pelo serviço na região.
Fonte/Créditos: Correio de Carajás
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