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Jovem que teria passado 3 vezes para medicina é chamado de “Mike Ross marabaense”

André Ataide é o suposto protagonista de uma trama que teria fraudado o Enem em duas ocasiões para outros rapazes serem aprovados em medicina, assim como ele

Jovem que teria passado 3 vezes para medicina é chamado de “Mike Ross marabaense”
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Marabá foi surpreendida e sacudida na última sexta-feira (16) com a Operação Passe Livre, conduzida pela Polícia Federal, com o intuito de desmantelar possível esquema de fraude no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

No centro das investigações está André Ataide, um estudante do 9º período de medicina da Universidade do Estado do Pará (UEPA), suspeito de responder as provas do ENEM em nome de outros candidatos, uma narrativa que lembra a história de Mike Ross, personagem da série “Suits”, conhecido por sua habilidade extraordinária de memorização e compreensão rápida de conceitos complexos.

André, que até então era reconhecido por sua dedicação aos estudos de medicina, agora enfrenta alegações de ter utilizado identidades falsas para realizar as provas em nome de dois outros indivíduos, Eliesio Ataide e Moisés. Os mandados de busca e apreensão executados nas residências dos três resultaram na apreensão de telefones celulares, provas do ENEM dos anos de 2019 a 2023 e manuscritos.

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Ficção x Realidade

Curiosamente, a história de André lembra a trama do famoso personagem fictício Mike Ross, da série “Suits”, conhecido por sua notável capacidade de memorização e rápida compreensão de conceitos complexos. Assim como Mike, que antes de se juntar à firma de advocacia Pearson Hardman estava envolvido em atividades ilícitas, fazendo provas para outros estudantes, André é suspeito de ter seguido um caminho similar.

Mike Ross, retratado na série, ganhava reputação entre os estudantes por sua habilidade em ajudá-los a passar em exames, mesmo que isso implicasse em atividades moralmente questionáveis e ilegais. De maneira análoga, André Ataide é suspeito de ter se envolvido em um esquema de fraude no ENEM, facilitando a entrada de outros candidatos em cursos de ensino superior.

No entanto, enquanto Mike Ross encontrou uma nova direção ao ingressar no mundo da advocacia de alto nível, o futuro de André Ataide permanece incerto, pendente das conclusões das investigações e das possíveis consequências legais que poderá enfrentará diante das acusações de fraude no ENEM.

As principais comparações entre ambos surgiram no X (antigo twitter). Uma das pessoas que tiveram grande repercussão em postagem sobre o tema foi o jovem “Xande”, que usa a conta @marc_asf na referida rede social. Ele postou o seguinte: “Nosso Mike Ross marabaense pode abrir um cursinho no quintal da casa dele que vai roubar toda a clientela do Everest e Alicerce e de quebra vai juntar o dinheiro para pagar a fiança. O mlk é sapiente, tem a fórmula, tem a chave do Enem”.

A postagem de Xande alcançou cerca de 10 mil visualizações, dezenas de compartilhamentos e comentários.
O enredo que ganhou as redes sociais esta semana também ganhará espaço privilegiado em uma reportagem especial que será exibida no Fantástico, da Rede Globo, na noite deste domingo (18).

Relembre

Segundo informações obtidas durante a investigação, os candidatos em cujos nomes as provas foram respondidas por André seriam aprovados em medicina, graças às notas obtidas fraudulentamente no ENEM. Um dos envolvidos já tinha cursado um ano de medicina, enquanto o outro iniciaria as aulas no dia 4 de março.

A perícia realizada pela Polícia Federal revelou que as assinaturas nos cartões de resposta e nas redações não correspondiam às dos verdadeiros candidatos. A suspeita é de que André tenha utilizado documentos falsos para se passar pelos candidatos durante os exames.

A repercussão do caso tomou as redes sociais desde o mandado de busca e apreensão. Marabaenses expressam indignação diante das alegações, enquanto aguardam os desdobramentos das investigações para esclarecer se de fato houve fraude.

Em depoimento à PF na última sexta-feira, André negou que tivesse realizado provas do ENEM para outras pessoas, e mostrou não ter uma memória tão privilegiada, quando indagado onde estava nos dias das últimas duas versões do Exame Nacional do Ensino Médio: “Não lembro”, respondeu. 

Fonte/Créditos: Thays Araujo e Ulisses Pompeu - Correio de Carajás

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