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O Irã partiu para uma nova ofensiva na guerra no Oriente Médio e atacou uma série deinstalações de produção ou fornecimento de energia no Golfo Pérsico na noite de quarta (18) e madrugada desta quinta (19). A estratégia agora, disse Teerã, é minar a infraestrutura energética os países do Golfo que tenham conexão com os Estados Unidos e Israel.
A ofensiva marca mais uma fase da guerra, que completará três semanas no sábado (21), sem perspectiva de terminar. Nesta quinta, o Pentágono inclusive anunciou que pedirá ao Congresso norte-americano aval para um aporte de US$ 200 bilhões para seguir no conflito.
Após os ataques desta quinta, os preços do petróleo e gás dispararam novamente. O Brent — referência do mercado — atingiu o maior nível em mais de uma semana e superou os US$ 115 por barril. A ofensiva iraniana é em retaliação ao ataque que Israel fez na quarta-feira (18) ao maior campo de produção de gás do mundo, o de South Pors. O Irã compartilha a reserva no Golfo Pérsico com o Catar.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta (19) que pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que não atacasse o campo de South Pors, no sul do Irã. A declaração contradiz autoridades do governo israelense. Segundo fontes ouviras pela agência de notícias Reuters, o bombardeio foi coordenado com os EUA. Na noite de quarta (18), Trump já havia afirmado em um post em sua rede social que Israel agiu por conta própria.
Em meio à disparada do petróleo, países europeus e o Japão disseram nesta quinta-feira (19) que estão "prontos" para se juntar aos "esforços" para liberar a passagem pelo Estreito de Ormuz. Em um comunicado conjunto, governos de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão afirmaram ainda que vão tomar medidas para estabilizar o mercado de energia, afetado pelos ataques do Irã a infraestruturas no Golfo Pérsico.
O comunicado, no entanto, não especifica de que forma os países ajudariam no Estreito de Ormuz, uma via marítima no Oriente Médio por onde circulam navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
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