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Guerra de Trump e Israel contra Irã pode deixar gasolina mais cara no Pará

Possível fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo que abastece o mundo, deve encarecer combustíveis no mercado do Norte e do Nordeste brasileiro, onde ficam refinarias particulares que seguem valores praticados no mercado internacional

Guerra de Trump e Israel contra Irã pode deixar gasolina mais cara no Pará
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Se você pensou que a Guerra de Trump, presidente dos Estados Unidos, e de Israel contra o Irã não ia afetar a sua vida, pensou errado. Na verdade, os bombardeios ao país islâmico, os contra-ataques e a escalada da guerra contra um povo impactam o mundo em diversos aspectos, entre eles, o econômico.

O Pará, por exemplo, deve sentir o calor da guerra no preço dos combustíveis. Há uma expectativa de que o Estreito de Ormuz seja fechado pelo próprio Irã em retaliação aos bombardeios norte-americanos. A ideia é exatamente é essa: fazer com que o mundo todo sinta na pele impactos econômicos.

Pelo Estreito de Ormuz, que fica entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico, passam entre 20 a 30% de todo o petróleo que é produzido no mundo. O fechamento encareceria a logística para transporte de petróleo, o que afetaria o mercado internacional dos combustíveis. Hoje, o barril de petróleo custa US$ 80,00. Caso o estreito seja fechado, o preço poderia ultrapassar os US$ 100,00.

O Norte e o Nordeste do Brasil seriam os principais afetados pelo fechamento, já que as regiões possuem refinarias que pertencem ao capital privado e que acompanham os preços do mercado internacional.

No sul e sudeste do Brasil, por exemplo, a maioria das refinarias pertencem à Petrobras, que faz uma política econômica de segurar os preços dos combustíveis sem se preocupar diretamente com a variação do mercado internacional. Nestas regiões, os impactos seriam menores.

O Pará, por sua vez, estado gigantesco, seria um dos mais afetados pelo fechamento de Ormuz. Enquanto Trump, Netanyahu e Khamenei insistem em uma guerra que, na prática, não terá vencedores, paraenses a milhares de quilômetros das explosões devem pagar o pato pelas decisões destes líderes.

 

 

 

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Kleysykennyson Carneiro

Publicado por:

Kleysykennyson Carneiro

Editor-chefe do Gazeta Carajás. Com mais de 15 anos de atuação no jornalismo, sua trajetória inclui passagens por televisão, assessoria institucional e direção de grandes eventos.

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