O ex-senador Manoel Alencar Neto, conhecido como “Nezinho Alencar”, foi preso após decisão da Justiça do Tocantins que determinou o cumprimento definitivo de sua pena por estupro de vulnerável. O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Guaraí na última sexta-feira (10), após o trânsito em julgado do processo, etapa em que não há mais possibilidade de recursos.
De acordo com a decisão, o ex-parlamentar deverá cumprir 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. O caso teve grande repercussão nacional desde o início das investigações, que apontaram crimes cometidos entre os anos de 2015 e 2016.
Segundo a denúncia, Manoel Alencar abusou de duas crianças, de 6 e 9 anos, filhas de um caseiro. As investigações tiveram início após o pai das vítimas reunir provas em vídeo e apresentar o material às autoridades. A partir disso, a Polícia Federal instaurou a chamada Operação Confiar, que resultou no avanço do caso e posterior denúncia formal.
Inicialmente, o ex-senador foi condenado a 27 anos e 9 meses de prisão. No entanto, após recursos apresentados pela defesa, a pena foi reduzida. Durante parte do processo, ele respondeu em liberdade.
Recentemente, a Justiça rejeitou um pedido da defesa que solicitava o reconhecimento da prescrição da pena. Com isso, foi determinada a execução imediata da condenação. A defesa afirmou ter recebido a decisão com surpresa, destacando a idade avançada e o estado de saúde do ex-parlamentar, e informou que pretende recorrer ao Tribunal de Justiça do Tocantins.
Após a prisão, o caso segue os trâmites legais, incluindo a realização de audiência de custódia. Manoel Alencar teve trajetória política no estado, tendo atuado como suplente de senador e também como deputado estadual, com atuação em cidades como Guaraí.
O caso permanece sob acompanhamento das autoridades judiciais e segue em fase de execução penal.
Fonte/Créditos: g1
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