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Comissão do Senado aprova criação da Universidade Federal do Xingu (UFX)

Nova instituição será formada a partir do campus da UFPA em Altamira e deverá atender mais de 500 mil habitantes em municípios da região do Xingu

Comissão do Senado aprova criação da Universidade Federal do Xingu (UFX)
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A Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal aprovou, na manhã desta terça-feira (9), o projeto de lei que prevê a criação da Universidade Federal do Xingu (UFX). Como a proposta recebeu aprovação em caráter terminativo, ela não precisará passar pelo plenário da Casa e seguirá diretamente para análise da Câmara dos Deputados.

A futura universidade será implantada a partir do desmembramento do campus de Altamira da Universidade Federal do Pará (UFPA). A iniciativa busca ampliar a oferta de ensino superior público e fortalecer a produção acadêmica em uma das regiões estratégicas da Amazônia.

De acordo com o projeto, a Universidade Federal do Xingu adotará um modelo multicampi, com atuação em diversos municípios da região. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a área beneficiada reúne aproximadamente 500 mil habitantes.

Além de Altamira, a nova instituição deverá atender os municípios de Anapu, Brasil Novo, Gurupá, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu. A expectativa é que a expansão contribua para ampliar o acesso ao ensino superior e reduzir as dificuldades enfrentadas por estudantes do interior paraense.

A proposta chegou a ser arquivada em 2022, mas voltou a tramitar após articulação do senador Zequinha Marinho(Podemos-PA). Segundo o parlamentar, a criação da universidade representa um passo importante para impulsionar o desenvolvimento regional e ampliar as oportunidades educacionais na Amazônia.

“O projeto representa o nosso compromisso com uma agenda voltada ao desenvolvimento regional e à ampliação do acesso ao ensino superior na Amazônia”, destacou o senador durante a tramitação da matéria.

No parecer favorável à proposta, a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) ressaltou que a criação de uma universidade autônoma pode gerar impactos que vão além do aumento no número de vagas. Segundo ela, instituições com forte atuação em pesquisa, ensino e extensão têm capacidade de promover transformações econômicas e sociais significativas ao dialogarem diretamente com as necessidades e potencialidades locais.

Os defensores da proposta avaliam que a Universidade Federal do Xingu poderá desempenhar papel estratégico na formação de profissionais qualificados, no fortalecimento da pesquisa científica voltada para os desafios amazônicos e na valorização das vocações econômicas da região.

Além de ampliar o acesso à educação superior pública, a expectativa é que a instituição contribua para o desenvolvimento sustentável da região do Xingu, fomentando estudos e soluções voltadas para questões ambientais, sociais e econômicas que impactam diretamente a população local.

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Sergio Manoel

Publicado por:

Sergio Manoel

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