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O Aeroporto Internacional de Santarém entra em uma nova fase com a conclusão das obras de modernização conduzidas pela Aena. O terminal passa a ter capacidade para receber até 700 mil passageiros por ano, praticamente consolidando sua posição como um dos principais portões de entrada da Amazônia, especialmente para quem visita Alter do Chão, o Tapajós e municípios do oeste paraense.
A transformação vai muito além da ampliação física. O Terminal de Passageiros saltou de 1.728 metros quadrados para 6.570 metros quadrados, quase quatro vezes maior que a estrutura anterior. A sala de embarque também cresceu significativamente, passando de 200 para 835 metros quadrados e contando agora com quatro portões de embarque, oferecendo mais conforto aos passageiros durante os períodos de maior movimento.
O processo de embarque também foi modernizado. O canal de inspeção foi ampliado de 67 para 230 metros quadrados e recebeu três equipamentos de raio X, reduzindo filas e aumentando a capacidade de processamento de passageiros. Já o setor de check-in passa a operar com 20 posições de atendimento e ganhou o sistema automatizado BHS (Baggage Handling System), responsável pela triagem das bagagens, tornando o despacho mais rápido e eficiente.
Na área operacional, o aeroporto agora dispõe de oito posições para estacionamento de aeronaves de código C, categoria que inclui modelos amplamente utilizados na aviação comercial brasileira. Além disso, foram implantadas novas Áreas de Segurança de Fim de Pista (RESA), modernizado o sistema PAPI, que auxilia visualmente os pilotos durante o pouso, e renovadas toda a sinalização horizontal e vertical das pistas e dos pátios. As melhorias elevam os padrões de segurança operacional e contribuem para reduzir restrições durante operações em condições meteorológicas adversas.
Pensando no crescimento econômico da região, o projeto também reservou áreas destinadas à futura implantação de um terminal de cargas. A expectativa é fortalecer a logística para atender tanto o turismo quanto o agronegócio e outras atividades produtivas do oeste do Pará.
Segundo a Aena, as obras foram dimensionadas para suportar os períodos de maior demanda turística, principalmente durante a alta temporada em Alter do Chão, seguindo os parâmetros estabelecidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Durante toda a execução dos trabalhos, a operação do aeroporto foi mantida normalmente, com planejamento para minimizar impactos sobre os voos e preservar a pontualidade da malha aérea.
As intervenções fazem parte do pacote de investimentos de R$ 4,5 bilhões destinados aos 11 aeroportos administrados pela concessionária no bloco SP/MS/PA/MG. Paralelamente às melhorias de infraestrutura, a empresa afirma manter negociações permanentes com companhias aéreas, governos e o setor turístico para ampliar a oferta de voos, estimular novas rotas e incentivar a utilização de aeronaves maiores nos aeroportos paraenses.
Além da modernização operacional, a concessionária também aposta em metas ambientais. Entre os compromissos assumidos estão a neutralidade de carbono até 2035, o uso de energia elétrica proveniente de fontes renováveis, a implantação do projeto Aterro Zero para redução de resíduos enviados a aterros sanitários e o avanço na certificação internacional Airport Carbon Accreditation (ACA), reforçando a estratégia de sustentabilidade para seus aeroportos.
Publicado por:
Kleysykennyson Carneiro
Editor-chefe do Gazeta Carajás. Com mais de 15 anos de atuação no jornalismo, sua trajetória inclui passagens por televisão, assessoria institucional e direção de grandes eventos.
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