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A três semanas do primeiro turno, a disputa pelo governo do Pará começa a apresentar sinais de mudança. O cenário que até pouco tempo parecia mais confortável para Dr. Daniel, apontado na liderança das pesquisas, passa a ser acompanhado com atenção pelos grupos políticos que disputam a eleição.
Nos bastidores, aliados e integrantes do meio político relatam que a campanha de Dr. Daniel estaria enfrentando dificuldades para manter o mesmo ritmo de mobilização observado anteriormente. Entre os fatores citados estão restrições de recursos e a saída de candidatos a deputado que teriam formalizado renúncia ou reduzido a participação nas atividades eleitorais.
São movimentos que, caso se confirmem e tenham impacto sobre a estrutura de campanha, podem pesar justamente no momento em que as candidaturas precisam ampliar a presença nos municípios e consolidar apoios.
Em política, três semanas podem ser pouco tempo, mas também podem ser tempo suficiente para uma mudança de cenário.
Do outro lado, a candidatura de Hana Gassan passou por uma alteração relevante em sua estratégia de campanha.
Helder, que vinha conciliando a agenda de candidato ao Senado com funções de coordenação política da campanha, decidiu nomear Alexandre Siqueira para comandar a estrutura eleitoral de Hana. Com a mudança, a expectativa entre aliados é que Helder possa concentrar sua agenda na própria candidatura ao Senado e, ao mesmo tempo, atuar como um dos principais nomes de apoio político e eleitoral de Hana.
A escolha de Siqueira também chama atenção
Conhecido no meio político paraense por sua capacidade de articulação, Siqueira chega à campanha com a reputação de atuar de maneira intensa na construção de alianças e estruturas eleitorais. Aliados de Helder avaliam que sua entrada pode dar um novo ritmo à campanha justamente na reta final.
E os primeiros movimentos já começam a aparecer
De acordo com informações de bastidores ouvidas pela coluna, a nova coordenação teria iniciado articulações com prefeitos das 50 maiores cidades do Estado, que já estariam mobilizando suas estruturas em apoio à candidatura de Hana. Ainda segundo essas informações, prefeitos de outros cerca de 90 municípios também teriam sido procurados, com previsão de intensificação do trabalho a partir da próxima semana.
Se essa articulação se transformar em mobilização efetiva nos municípios, a candidatura de Hana poderá chegar às últimas semanas com uma estrutura diferente da apresentada até aqui.
Mas existe uma distância importante entre apoio político e voto
É justamente essa distância que as campanhas terão de percorrer nas próximas três semanas.
Dr. Daniel mantém, até o momento, a vantagem conferida pela liderança nas pesquisas. Hana, por sua vez, tenta compensar a diferença com uma nova estratégia de articulação municipal e com a entrada de um coordenador conhecido pela capacidade de negociação política.
A questão agora é saber se a mudança de comando será suficiente para alterar a dinâmica da disputa.
A eleição, ao que indicam os movimentos dos bastidores, entrou em outra temperatura.
Ainda não dá para falar em virada nas urnas. Mas também seria arriscado ignorar os sinais de movimentação que começam a aparecer.
As próximas semanas serão decisivas para saber se a eventual perda de ritmo de uma campanha se confirma, se a nova estrutura da outra consegue produzir resultados e, sobretudo, se essas movimentações políticas chegarão ao eleitor.
Pesquisa mostra o momento. Estrutura mostra força. Mas quem decide a eleição é o voto.
Faltam três semanas.
E o Pará, agora, começa a assistir à parte mais imprevisível da disputa.
A eleição virou?
A resposta, por enquanto, ainda está nas ruas. E, no fim, estará nas urnas.
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