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Segunda-feira, 09 de Fevereiro de 2026
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MPPA pede prisão preventiva de suspeito por maus-tratos a animal doméstico em Santana do Araguaia

Homem foi preso em flagrante após agredir um cachorro com um pedaço de madeira; Ministério Público aponta crueldade, risco à ordem pública e possibilidade de reiteração criminosa

MPPA pede prisão preventiva de suspeito por maus-tratos a animal doméstico em Santana do Araguaia
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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) manifestou-se favoravelmente à conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva de um homem suspeito de praticar crime de maus-tratos contra um animal doméstico no município de Santana do Araguaia, no sul do Pará.

O caso ocorreu após o suspeito agredir um cachorro com um pedaço de madeira, provocando sofrimento físico e lesões visíveis no animal. A ação foi presenciada por testemunhas, que acionaram imediatamente as autoridades policiais. O homem foi detido em flagrante e conduzido à delegacia local.

Conforme consta no Auto de Prisão em Flagrante, a conduta foi considerada dolosa, injustificada e marcada por crueldade, uma vez que o animal, em situação de completa vulnerabilidade, foi submetido a violência gratuita. O episódio causou indignação entre moradores da comunidade.

Após a comunicação do flagrante ao Poder Judiciário, o Ministério Público, por meio do promotor de Justiça de Santana do Araguaia, Victor Soares Nunes, requereu a decretação da prisão preventiva do acusado. Na manifestação apresentada, o MPPA destacou a presença dos requisitos legais previstos no Código de Processo Penal, como a prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria.

O órgão ministerial também ressaltou que a proteção aos animais é um dever constitucional, previsto no artigo 225 da Constituição Federal, que impõe ao Poder Público e à coletividade a obrigação de proteger a fauna e coibir práticas que submetam os animais à crueldade.

A petição cita ainda a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), com as alterações introduzidas pela Lei nº 14.064/2020, que prevê punições mais severas para crimes de maus-tratos praticados contra cães e gatos.

Por fim, o MPPA sustentou que a liberdade do acusado representa risco à ordem pública, diante da violência empregada e da possibilidade concreta de reiteração criminosa. Para o Ministério Público, a prisão preventiva mostra-se necessária não apenas como forma de repressão ao delito, mas também como medida de prevenção e de afirmação dos valores éticos e sociais ligados ao respeito à vida e ao bem-estar animal.

Fonte/Créditos: MPPA

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Nayane Silva

Publicado por:

Nayane Silva

Nayane Silva é repórter, redatora e estudante de Jornalismo. De Canaã dos Carajás, atua com olhar sensível em coberturas locais, como cultura, política, cotidiano e grandes obras da região.

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