O Maranhão registrou a segunda maior alta no número de pessoas desaparecidas do Brasil em 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estado contabilizou 1.182 ocorrências, um aumento de 29,8% em relação a 2024, quando foram registrados 910 casos. Apenas Minas Gerais apresentou crescimento maior no período. 

O levantamento aponta que, em todo o país, 84.269 pessoas desapareceram em 2025, um aumento de 3,6% na comparação com o ano anterior. O estudo reúne informações enviadas pelas secretarias estaduais de Segurança Pública e destaca que os desaparecimentos podem ocorrer por diversos fatores, não sendo possível atribuir uma única causa para o aumento dos casos. 

Entre os episódios que simbolizam essa realidade está o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos. As crianças desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, e, mais de seis meses depois, o paradeiro delas continua desconhecido. 

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Segundo a mãe das crianças, as buscas na área onde elas desapareceram foram encerradas há meses, e a família ainda aguarda respostas das autoridades. O caso mobilizou uma grande força-tarefa nos primeiros meses, mas até o momento não houve qualquer conclusão sobre o destino dos irmãos. 

A legislação brasileira determina que uma pessoa é considerada desaparecida quando seu paradeiro é desconhecido, independentemente das circunstâncias. Além disso, não é necessário aguardar 24 horas para registrar um boletim de ocorrência, e as investigações devem ser iniciadas imediatamente após a comunicação do desaparecimento.