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Lucro da Vale despenca 67% e fecha 2025 em US$ 1,98 bilhão

Empresa teve prejuízo de US$ 3,8 bi no 4T, com baixa contábil de US$ 3,5 bi em ativos de níquel

Lucro da Vale despenca 67% e fecha 2025 em US$ 1,98 bilhão
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O ano de 2025 foi de contrastes para a Vale. A mineradora brasileira conseguiu produzir mais minério de ferro do que qualquer outra empresa do mundo, retomando a liderança global. No entanto, seu lucro líquido sofreu uma queda brusca de 67%, terminando o ano em US$ 1,98 bilhão.

O resultado negativo foi puxado por dois fatores principais: um prejuízo bilionário registrado nos últimos três meses do ano e o aumento das provisões (dinheiro guardado para cobrir gastos futuros) relacionadas ao rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG), em 2015.

Só no quarto trimestre, a Vale teve um prejuízo de US$ 3,8 bilhões. A maior parte dessa perda, US$ 3,5 bilhões, veio de uma revisão para baixo no valor dos seus ativos de níquel no Canadá. Isso acontece quando a empresa ajusta o preço desses ativos com base em expectativas menos otimistas do mercado para o futuro.

Além disso, a Justiça do Reino Unido tomou uma decisão que impactou as contas da empresa. Ela determinou que a BHP, sócia da Vale na Samarco, também é responsável pelo desastre de Mariana. Com isso, a Vale precisou aumentar em US$ 449 milhões a provisão para cobrir possíveis indenizações. As duas empresas fizeram um acordo para dividir igualmente qualquer custo futuro com o processo.

O lado positivo da operação

Apesar dos problemas no lucro, a Vale produziu como nunca nos últimos anos. Foram 336 milhões de toneladas de minério de ferro em 2025, superando a própria meta da empresa. Essa produção recorde fez a receita total do ano crescer 1%, chegando a US$ 38,4 bilhões.

O bom desempenho operacional também se refletiu no lucro antes de juros e impostos (Ebitda), que é um indicador da eficiência dos negócios. Esse número subiu 4% no ano e fechou 2025 em US$ 15,46 bilhões.

Em comunicado, o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, destacou justamente a produção. Segundo ele, a empresa atingiu os maiores níveis de produção de minério de ferro e cobre desde 2018, além de ter crescido na produção de níquel. Por fim, a dívida da empresa teve uma pequena redução de 5%, encerrando o ano em US$ 15,58 bilhões.

Fonte/Créditos: Informações do Notícias de Mineração

Créditos (Imagem de capa): Complexo de níquel de Thompson, no Canadá | Vale

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Kleysykennyson Carneiro

Publicado por:

Kleysykennyson Carneiro

Editor-chefe do Gazeta Carajás. Com mais de 15 anos de atuação no jornalismo, sua trajetória inclui passagens por televisão, assessoria institucional e direção de grandes eventos.

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