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Indígenas devem desocupar terminal da Cargill em Santarém em até 48 horas

Saída ocorre após governo federal revogar decreto que incluía hidrovias amazônicas no Programa Nacional de Desestatização

Indígenas devem desocupar terminal da Cargill em Santarém em até 48 horas
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Indígenas que ocupam as instalações da Cargill em Santarém (PA) devem desocupar o local em até 48 horas, segundo lideranças do movimento. A decisão foi tomada após o governo federal revogar o Decreto 12.600, que autorizava a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização.

A revogação foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União (DOU) e atendia a uma das principais reivindicações dos manifestantes. O grupo ocupava o terminal desde o fim de semana, após semanas de bloqueio na entrada da unidade, interrompendo o tráfego de caminhões em um momento estratégico para o escoamento da safra recorde de soja no país.

A liderança indígena Alessandra Munduruku afirmou que, com a revogação, o grupo agora organiza a saída. Segundo ela, ainda será necessário realizar a limpeza da área e estruturar a logística de retorno às aldeias, já que a maior parte dos manifestantes depende de transporte fluvial.

Os indígenas criticavam o decreto sob o argumento de que ele poderia abrir caminho para a dragagem de rios amazônicos, especialmente o Tapajós, com possíveis impactos na qualidade da água e na pesca, atividade essencial para a subsistência das comunidades.

Santarém é um dos principais polos de exportação de grãos da Região Norte. Pelo terminal da Cargill no município, soja e milho seguem pela hidrovia do Tapajós até os mercados internacionais. Segundo dados do setor portuário, mais de 5,5 milhões de toneladas desses produtos foram exportadas pela empresa a partir da cidade no ano passado.

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Giovanna Noláscio

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Giovanna Noláscio

Repórter e redatora da Gazeta Carajás, destaca-se pela entrega e conexão com temas urgentes da região. Com experiência em coberturas intensas, como o resgate de garimpeiros em Canaã e a política no Sul e Sudeste do Pará, une sensibilidade e...

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