Um homem de 33 anos foi preso após tentar fugir vestido de mulher e carregando uma criança de aproximadamente dois anos no colo. Identificado como Jorlan Alves da Silva, ele é investigado pela Polícia Civil por pelo menos 16 homicídios ocorridos em um período de três meses no Vale do Mamanguape, na Paraíba.

A prisão aconteceu no município de Mulungu, no Agreste paraibano, após uma operação de inteligência que monitorava os deslocamentos do suspeito.

Durante o interrogatório, Jorlan teria afirmado aos investigadores que matou cerca de 80 pessoas ao longo da vida. O número, no entanto, ainda não foi confirmado pela polícia e permanece sob investigação.

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Segundo as autoridades, existem elementos que apontam para a participação do suspeito nos 16 homicídios mais recentes, incluindo confissões e provas técnicas. A Polícia Civil agora tenta confrontar as declarações feitas por Jorlan com laudos, depoimentos, registros de pessoas desaparecidas e outros inquéritos.

Entre os crimes investigados está o duplo homicídio de dois comerciantes, registrado em 1º de agosto, em Rio Tinto. Conforme a investigação, Jorlan teria participado da ação ao lado de outros quatro homens.

A polícia também apura o envolvimento dele na morte de uma jovem. O corpo da vítima foi localizado depois que o próprio investigado teria indicado aos policiais o ponto onde ela estava enterrada. As informações fornecidas por Jorlan teriam sido consideradas precisas pelos investigadores.

A Polícia Civil afirma ainda que o suspeito possui ligação com uma facção criminosa originária do Rio de Janeiro e com atuação na Paraíba. Após um confronto com policiais em Rio Tinto, ele teria se refugiado em uma comunidade de Cabedelo ligada ao grupo.

A partir do trabalho de inteligência, os investigadores identificaram o imóvel onde Jorlan estaria escondido e acompanharam sua movimentação. Posteriormente, descobriram que ele seria transportado de Cabedelo para Mulungu.

Com apoio da Polícia Rodoviária Federal, o veículo utilizado no deslocamento foi localizado. Um dos homens que acompanhavam Jorlan foi preso durante a abordagem, mas o suspeito conseguiu fugir. Ele acabou localizado e capturado cerca de 48 horas depois.

Para tentar evitar ser reconhecido, Jorlan teria usado vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas. Durante parte da fuga, ele carregava uma criança de aproximadamente dois anos.

O suspeito teria relatado que conseguiu passar por policiais sem ser identificado. Depois, retornou ao imóvel onde estava escondido, deixou a criança no local e pegou um revólver.

Na sequência, ao sair novamente, o vestido teria se deslocado e deixado à mostra uma tatuagem. A marca ajudou os policiais a confirmar a identidade do homem, que foi preso.

Além da prisão em flagrante, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva contra Jorlan, relacionados a investigações de homicídios.

A origem da criança também é investigada. Segundo as informações divulgadas pela polícia, ela não seria parente do suspeito. Após ser localizada, a criança recebeu atendimento médico e passa bem.

Os investigadores ainda tentam descobrir como a criança chegou até Jorlan, quem são os responsáveis por ela e por que estava sob os cuidados do suspeito.

Jorlan permanece preso enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações. O objetivo é confirmar a participação dele nos homicídios já relacionados ao caso, identificar possíveis outras vítimas e esclarecer a atuação de outros envolvidos nos crimes.