Um comerciante chinês, de 59 anos, foi preso em flagrante na tarde de quarta-feira (26), no bairro da Campina, em Belém, após ser acusado de agredir uma funcionária durante uma discussão relacionada a uma transferência via Pix. A ocorrência aconteceu em um estabelecimento localizado na Rua Santo Antônio.

Segundo as informações repassadas pela polícia, o conflito teria começado depois de uma divergência sobre uma transação financeira. O proprietário teria acusado a trabalhadora de ter cometido um roubo e, durante o desentendimento, a discussão evoluiu para agressões verbais e físicas.

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A própria funcionária conseguiu utilizar o celular para registrar parte da situação. Nas imagens, são ouvidos xingamentos e é possível acompanhar o momento em que teria ocorrido a agressão.

A Polícia Militar foi chamada e encontrou o comerciante ainda no estabelecimento. Ele foi levado para a Seccional do Comércio, onde a ocorrência foi formalizada.

A Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante por lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. Depois dos procedimentos na delegacia, ele foi encaminhado ao sistema penitenciário do Pará.

A vítima passou por exame de corpo de delito realizado pela Polícia Científica do Pará nesta quinta-feira (27). O resultado da perícia deverá indicar a extensão das lesões e será encaminhado às autoridades responsáveis pela investigação.

Durante a audiência de custódia, a Justiça manteve a validade da prisão em flagrante, mas decidiu que não havia necessidade de manter o comerciante preso preventivamente. Com isso, Chen Jian recebeu liberdade provisória sem pagamento de fiança.

Na decisão, o juiz plantonista Celso Quim Filho considerou a suposta agressão grave e reprovável, mas destacou a ausência de fatores considerados agravantes, como emprego de arma, ameaça de morte ou histórico de descumprimento de determinações judiciais.

A decisão também levou em consideração que o acusado possui residência fixa em Belém e não tem condenações criminais ativas.

Mesmo respondendo ao processo em liberdade, o comerciante deverá cumprir medidas cautelares destinadas a proteger a vítima. Ele está proibido de se aproximar dela a menos de 300 metros e também não pode fazer contato por telefone, redes sociais, aplicativos de mensagens ou qualquer outro meio.

Caso descumpra as determinações judiciais, a liberdade provisória poderá ser revogada e uma nova prisão preventiva poderá ser decretada.

A Polícia Civil continua investigando o caso. Testemunhas estão sendo ouvidas e outras perícias poderão ser realizadas para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.