João Vitor Oliveira Matos foi condenado a 70 anos de prisão pela morte da própria filha, Wevelin Vitória Carvalho Oliveira, de 12 anos. O crime aconteceu em julho de 2025, na zona rural de Babaçulândia, no norte do Tocantins. A sentença foi definida pelo Tribunal do Júri de Filadélfia na quinta-feira (20).

Os jurados acolheram as acusações apresentadas pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) e consideraram o caso como feminicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

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A Justiça determinou que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

Segundo a acusação, o homem teria trancado a filha dentro da residência para impedir que ela deixasse o imóvel e, posteriormente, desferido um golpe de facão contra a adolescente, causando sua morte.

Na definição da pena, também foi considerado o fato de a vítima ser menor de 14 anos. Entre os fatores avaliados pela Justiça estavam ainda a premeditação do crime, a conduta social do réu, os impactos psicológicos provocados no irmão da vítima e uma suposta tentativa de pressionar outro filho, também menor, a participar do assassinato.

De acordo com o Ministério Público, o crime teria ocorrido após um histórico de controle e violência praticados pelo pai contra a adolescente. A acusação também apontou relatos de comportamentos de natureza sexual.

Ainda segundo a denúncia, no dia do assassinato, João Vitor teria ingerido bebida alcoólica e passado parte do dia amolando o facão. Depois, ele teria permanecido dentro da residência com a filha.

Relembre o caso

O crime aconteceu no povoado Vila Corrente, na zona rural de Babaçulândia. Na ocasião, moradores da região acionaram a Polícia Militar após ouvirem o homem ameaçar a filha de morte.

Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a casa fechada e um aparelho de som ligado em volume elevado. Como não conseguiram contato com os moradores, os agentes arrombaram a porta para entrar no imóvel.

A adolescente foi encontrada já sem vida, caída no chão de um quarto e com um ferimento no pescoço.

O promotor de Justiça Guilherme Cintra Deleuse foi responsável pela acusação durante o julgamento. A Defensoria Pública do Tocantins, que atuou na defesa do réu, informou que não comenta decisões judiciais envolvendo pessoas assistidas pela instituição.