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Quinta-feira, 29 de Fevereiro de 2024
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É assim que lembro de você, Canaã

Relato de uma canaense nostálgica

É assim que lembro de você, Canaã
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Fim de semana na “roça”, tinha leite com Toddy feito pela vó Antônia. Juntava uma turma de netos e íamos nadar na represa. Na volta a gente parava no curral e brincava naquela típica sujeira. Saindo de lá, próxima parada eram nas árvores frutíferas grandes e antigas no quintal da casa da vó.

O transporte principal para a cidade era o carro do leite do Isaías. Esse momento era muito empolgante para as crianças. A gente olhava a paisagem atentamente, a estrada de chão, os galões cheios de leites, a poeira e o céu que parecia ter areia, vovozinho e vovozinha – casal de passarinhos que sempre estavam juntos na cerca acima do córrego. Na chegada da cidade, por vezes, com banhos de chuva na companhia do Neto, no início da cidade – mais ou menos ali onde funciona o Barretos hoje em dia, nós corríamos e chutávamos as enxurradas que percolavam pelas ruas ainda sem asfalto.

No supermercado Chorão podíamos comprar na notinha. A Sorveteria Kisabor, a melhor sorveteria da cidade, a Panificadora do Pingo era minha preferida. A casa de construção dos Paiva, a Papelaria Valéria, o Consultório do Dr Hélio, a casa do Sr Sergipano frente à papelaria, o Festejo da Fazenda Umuarama, o Auto Posto Amazonas.

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As lojas que a gente comprava eram a Point, Evolução Modas, Styllus Modas, Loja Modelo, Minas Tecidos, Primos Calçados, Loja Janaína. Quem não se lembra do Torres Lanches?

A Escolinha Sementinha Feliz, da tia Edna Paula, era onde minha irmã estudava. Eu levava e buscava minha irmã na minha bicicleta, mas confesso que acontecia de esquecê-la (risos).

Havia certa segurança na cidade, pois casas abertas durante a noite era muito comum. Crianças podiam andar sozinhas e ir na vendinha comprar balinhas. Lembro-me que a chegada de empresas para projetos exploratórios minerários trouxe muita gente nova para a cidade, e de repente não podíamos mais andar de bike à vontade ou pela cidade sozinha.

Na escola nós cantávamos o hino de Canaã orgulhosos e líamos as cartilhas das disciplinas de Estudos Amazônicos e Educação Ambiental. Tudo era incrível. A hora da merenda na Escola Tancredo Neves, hora do futsal no João Nelson dos Prazeres Henrique. As meninas que jogavam futsal comigo – Fofão, Dayane, Kariny.

O ano era 2002 e ouvir o programa Adrenalina na Rádio 101 FM, apresentado pelo Cleverson da rádio era emocionante. Rock só ouvíamos na programação dele. Eu e uma prima próxima curtíamos muito na área de casa, ali na rua Bom Jesus.

São minhas memórias, mas isso é sobre você, minha Canaã.

 

 

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Kleysykennyson Carneiro

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Kleysykennyson Carneiro

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