No início deste ano, o Brasil, na figura do ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, assinou um acordo de cooperação com a Agência Internacional de Energia (AIE) pela cooperação na transição energética brasileira e mundial. O documento, segundo analistas e estudiosos, pode representar um bônus ao protagonismo brasileiro no debate ambiental e energético mundial, o que pode se refletir em ganhos para o país.
Não é segredo que o Brasil vem na busca de alcançar uma posição de destaque no cenário internacional nos debates sobre transição energética e sustentabilidade, com esse objetivo já tendo sido colocado por figuras como o chanceler, o ministro de Minas e Energia e até o próprio presidente da República. Além disso, a própria geografia brasileira já coloca o Brasil em uma posição vantajosa para pautar tais discussões e estamos alcançando gradualmente esse protagonismo, segundo o próprio diretor da Agência Internacional de Energia, que destaca a importância do Brasil no debate sobre sustentabilidade energética.
Foi com tal posicionamento em mente que o Brasil buscou a negociação e assinatura de um tratado com a Agência Internacional de Energia, pautando especificamente o tema de uma transição na matriz energética. Em tal documento, foi acordado entre as partes um esforço conjunto não só para alcançar uma reforma bem-sucedida na nossa matriz nacional, mas em elevar a discussão quanto à energia na política internacional.
Com tais objetivos postos no acordo, o Brasil e a Agência concordaram também nas ações que serão tomadas para alcançá-los. É colocado que as partes irão compartilhar bases de dados e estudos referentes à questão energética a fim de ter uma melhor preparação e conhecimento para a transição e, mais importante, é colocado também que o Brasil, como já havia proposto antes em Cúpula no Rio de Janeiro, irá colocar o debate da sustentabilidade como prioridade nas discussões do G-20, órgão que o Brasil está presidindo pela primeira vez na história.
O tratado recém-assinado e a aparente disposição do Brasil para liderar tais discussões internacionais podem significar não só uma transição energética bem-sucedida nacionalmente, mas a elevação do prestígio brasileiro no cenário internacional, representando o Sul Global em debates sociais e ambientais e se tornando protagonista nesses debates, que por sua vez se fazem cada vez mais importantes nos fóruns de diálogo globais.
O diretor da Agência ainda pontua, se referindo às cúpulas do G-20 e da futura COP-30: “Acredito que Brasília, que o Brasil em geral, está entrando em um período sem precedentes da história econômica e política nos próximos dois anos".
De acordo com tamanho otimismo do diretor, pode se esperar uma considerável reforma da matriz energética nacional, o que também pode resultar em impactos no sudeste paraense ao passo que se espera a criação de incentivos cada vez maiores para a energia renovável, como possíveis reduções de preços e impostos, medidas que, se forem concretizadas, poderão significar uma considerável renovação nas fontes de energia utilizadas na região durante os próximos anos.
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